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Prefeitura de Teresina cria comitê para reforçar combate à dengue e outras arboviroses

A Prefeitura de Teresina instituiu o Comitê Técnico Intersetorial das Arboviroses, órgão vinculado à Fundação Municipal de Saúde (FMS) que terá a missão de coordenar e fortalecer as ações de prevenção e controle da dengue, chikungunya, zika e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. A medida foi oficializada por decreto assinado pelo prefeito Silvio Mendes e publicada no Diário Oficial do Município.

O novo comitê foi criado com o objetivo de integrar esforços entre poder público, entidades da sociedade civil e população para reduzir a incidência de arboviroses na capital. Entre as principais atribuições estão o planejamento de estratégias permanentes de prevenção, vigilância epidemiológica e eliminação de focos do mosquito transmissor.

A composição do grupo será definida por meio de portaria da presidência da FMS, com mandato de dois anos para seus integrantes. O colegiado contará com representantes de diversos setores, incluindo vigilância em saúde, epidemiologia, zoonoses, atenção básica, vigilância sanitária, além de órgãos municipais e estaduais ligados à educação, meio ambiente, comunicação e saúde.

O decreto estabelece que o comitê deverá promover a articulação entre diferentes segmentos da sociedade para ampliar as ações de enfrentamento às arboviroses. Também estão previstas campanhas educativas, fortalecimento das atividades de vigilância epidemiológica e entomológica, além da integração das ações de controle do mosquito às equipes da Estratégia Saúde da Família e aos Agentes Comunitários de Saúde.

Outra medida prevista é a adoção de instrumentos legais para facilitar a eliminação de criadouros em imóveis abandonados, estabelecimentos comerciais, terrenos baldios e outros espaços com potencial para acumular água parada. As ações de conscientização também deverão alcançar instituições de ensino da rede pública e privada, desde a educação básica até o ensino superior.

A criação do comitê ocorre em um momento de atenção às arboviroses, especialmente à dengue, que pode evoluir para formas graves e até provocar mortes. O mosquito Aedes aegypti se prolifera principalmente em locais que acumulam água, como caixas d’água destampadas, pneus, garrafas, calhas, vasos de plantas e terrenos com lixo.

Além da dengue, o vetor também é responsável pela transmissão da chikungunya e da zika, enfermidades que podem provocar febre, dores musculares e articulares, manchas na pele e, em alguns casos, complicações neurológicas. Especialistas alertam que sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura e sonolência podem indicar agravamento da dengue e exigem atendimento médico imediato.

As reuniões do Comitê Técnico Intersetorial das Arboviroses serão realizadas conforme calendário anual, mas poderão ocorrer de forma extraordinária em situações de risco epidemiológico. A participação dos integrantes será considerada de relevante interesse público e não haverá remuneração.

O decreto já está em vigor desde a data de sua publicação.

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