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Paralisação na fábrica da Midea em MG é motivada por denúncia de agressão contra trabalhador

Cerca de 1.200 funcionários da fábrica da Midea, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, paralisaram as atividades na terça-feira (23) em protesto contra a suposta agressão sofrida por um trabalhador do setor de qualidade. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre, o funcionário teria sido agredido fisicamente por um gerente chinês durante o expediente, o que desencadeou a mobilização da categoria.

De acordo com o sindicato, a vítima relatou ter recebido socos na região das costelas e golpes com uma gaxeta, peça de borracha utilizada na vedação de eletrodomésticos. O caso teria ocorrido no último dia 15 de junho e foi levado ao conhecimento das autoridades, com registro de boletim de ocorrência e denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

A manifestação ocorreu em frente à unidade industrial e reuniu trabalhadores indignados com o episódio. Além da denúncia de agressão física, o sindicato afirma que há relatos recorrentes de assédio moral e de condições inadequadas de trabalho na fábrica.

Durante o protesto, a tesoureira do Sindicato dos Metalúrgicos, Cristiane Aparecida dos Santos, classificou o caso como uma lesão corporal e criticou a violência contra o trabalhador.

“Um trabalhador que saiu de casa de manhã para vir trabalhar, ganhar o seu pão de cada dia, foi covardemente chicoteado nas costas”, declarou a dirigente sindical ao comparar o episódio a práticas de um período sombrio da história do país.

Após reunião mediada pela Superintendência Regional do Trabalho, a Midea informou que afastou temporariamente o gerente apontado na denúncia enquanto os fatos são investigados. A empresa afirmou, por meio de nota, que não compactua com qualquer forma de violência, assédio ou discriminação e que a apuração será conduzida de forma imparcial. Também foi criada uma comissão com representantes da empresa, dos trabalhadores, do sindicato e do Ministério do Trabalho para acompanhar o caso.

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