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Banco Master declarou R$ 10 milhões a escritório de Michel Temer, mas ex-presidente diz ter recebido R$ 7,5 milhões

Documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado apontam que o Banco Master declarou pagamentos de R$ 10 milhões ao escritório de advocacia do ex-presidente Michel Temer (MDB) em 2025. A informação foi divulgada por veículos de imprensa, entre eles CNN Brasil e Folha de S.Paulo.

Temer confirmou que seu escritório foi contratado pelo Banco Master para prestar serviços de mediação e consultoria jurídica relacionados a negociações envolvendo a instituição financeira. O ex-presidente, no entanto, contestou o valor informado à Receita Federal e afirmou que o total recebido foi de R$ 7,5 milhões, e não de R$ 10 milhões.

Em declarações à imprensa, Temer disse que os honorários correspondem a serviços advocatícios prestados após sua saída da vida pública. Ele também afirmou que a contratação ocorreu antes da liquidação do banco e que sua atuação estava ligada à tentativa de mediação de negócios envolvendo a instituição.

O caso ganhou repercussão em meio às investigações sobre o Banco Master, que apuram suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis relações da instituição com autoridades e figuras políticas. Até o momento, não há acusação de ilegalidade contra Michel Temer em relação aos pagamentos, e a divergência pública diz respeito ao valor efetivamente recebido por seu escritório.

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