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TRF afasta ex-secretário e servidores municipais durante operação da PF e CGU no Piauí

Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou o afastamento cautelar de um ex-secretário de Saúde e de servidores públicos ligados às prefeituras de São Braz do Piauí e Sebastião Barros, durante a Operação Expansão de Domínio, deflagrada nesta quarta-feira (10) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

A medida foi autorizada pelo desembargador Marcus Vinicius Reis Bastos e integra uma investigação que apura suspeitas de fraude em licitações, corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro relacionadas à aquisição de materiais hospitalares e odontológicos por municípios piauienses.

Além dos afastamentos, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Bela Vista do Piauí, São Braz do Piauí, São Raimundo Nonato, Corrente e Sebastião Barros. As investigações apontam indícios de direcionamento de contratos públicos e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos para favorecer uma empresa fornecedora do setor de saúde.

Entre os alvos da decisão está Humberto Cardoso, ex-secretário de Saúde de São Braz do Piauí. A prefeita Deborah Cardoso informou que ele não integra mais a administração municipal desde o início de 2025. Segundo ela, a gestão está à disposição dos órgãos de controle e pretende colaborar com o andamento das investigações.

A decisão judicial também prevê o afastamento de outros servidores considerados estratégicos para a apuração dos fatos.

De acordo com o superintendente da CGU no Piauí, Hélio Benvindo, as investigações reuniram indícios de que empresas contratadas pelos municípios teriam concedido benefícios indevidos a gestores públicos.

“As empresas fornecedoras realizavam favores e repassavam bens e valores a gestores municipais”, afirmou o superintendente.

As apurações tiveram início após denúncias sobre possíveis irregularidades em processos licitatórios envolvendo uma empresa fornecedora de materiais hospitalares e odontológicos. A Justiça também determinou a suspensão dos contratos vigentes da empresa investigada com o poder público e proibiu a celebração de novos contratos enquanto durar a investigação.

A CGU orienta que cidadãos que tenham informações sobre possíveis irregularidades encaminhem denúncias por meio da plataforma Fala.BR, canal oficial do Governo Federal para recebimento de manifestações, denúncias e pedidos de acesso à informação.

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