“VOCÊ PASSOU ANOS TIRANDO A GORDURA DA PICANHA À TOA”, DIZ MÉDICO AO CONTESTAR GORDURA SATURADA COMO CAUSA DOS INFARTOS
O médico clínico e especialista em metabolismo humano, Dr. Ivan Ramos, publicou um vídeo nas redes sociais defendendo o consumo da gordura presente em carnes, como a picanha, e contestando recomendações nutricionais que, por décadas, orientaram a redução da ingestão de gordura saturada.
Segundo o profissional, muitas pessoas foram ensinadas a retirar a gordura da carne por acreditarem que ela estaria diretamente relacionada ao entupimento das artérias e ao aumento do risco de infarto. No entanto, ele afirma que estudos mais recentes têm apresentado conclusões diferentes.
Durante a gravação, Ivan Ramos argumenta que a gordura saturada participa da produção de hormônios importantes para o organismo, como testosterona, estradiol e progesterona.
“A mulher com mais de 40 anos que vive exausta, sem libido e com o humor instável, muitas vezes não está com gordura de mais, está com gordura de menos”, afirmou.
O médico também destacou o papel das gorduras naturais na saúde cerebral. Segundo ele, boa parte da estrutura do cérebro é composta por gordura, o que torna esse nutriente importante para funções como memória, concentração e estabilidade energética.
Outro ponto levantado pelo especialista diz respeito à relação entre gordura saturada e saúde cardiovascular. Ivan Ramos afirmou que o coração utiliza gordura como uma de suas principais fontes de energia e citou pesquisas que, segundo ele, não encontraram associação direta entre o consumo de gordura saturada e o aumento de eventos cardiovasculares.
Na avaliação do médico, o principal problema estaria no aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados, que frequentemente substituíram as gorduras naturais na alimentação moderna.
“Você passou anos cortando a gordura da picanha, mas continuou consumindo alimentos industrializados acreditando que estava protegendo o coração”, declarou.
O tema continua dividindo especialistas. Enquanto parte da comunidade científica defende que o padrão alimentar como um todo é mais importante do que a análise isolada de um único nutriente, organizações de saúde seguem recomendando equilíbrio no consumo de gorduras saturadas e priorização de alimentos naturais, frutas, verduras, legumes e proteínas de qualidade.
O debate sobre os impactos da gordura saturada na saúde cardiovascular permanece entre os assuntos mais discutidos na área da nutrição e da medicina preventiva.

