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Anvisa autoriza retomada da produção da Ypê, mas mantém suspensão de lotes fabricados até março

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (30) a retomada imediata das atividades da unidade da Química Amparo, fabricante da marca Ypê, localizada no interior de São Paulo. A decisão foi tomada após uma nova inspeção realizada em conjunto com órgãos de vigilância sanitária estaduais e municipais.

Além da liberação da fábrica, a Anvisa também autorizou a comercialização e o uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com final de lote “1” fabricados a partir de 1º de abril de 2026. A medida foi adotada após a verificação das ações corretivas implementadas pela empresa desde a suspensão parcial das operações determinada no início de maio.

Segundo a agência reguladora, a reinspeção constatou avanços no cumprimento das exigências sanitárias estabelecidas após a identificação de irregularidades no processo produtivo. A empresa havia apresentado um plano de adequação para atender dezenas de requisitos apontados durante fiscalizações anteriores.

Apesar da liberação parcial, a Anvisa manteve suspensa a comercialização, distribuição e utilização dos produtos com final de lote “1” fabricados até 31 de março de 2026. Os itens permanecem sob restrição por precaução sanitária e devem ser armazenados pelos consumidores, sem descarte, até novas orientações.

A agência informou que a liberação dos lotes ainda bloqueados poderá ocorrer gradualmente, conforme a apresentação de laudos emitidos por laboratórios autorizados e a comprovação da segurança dos produtos.

Em nota, a Ypê orientou os consumidores que possuem unidades dos produtos suspensos a manterem os itens guardados. A empresa também informou que está disponibilizando canais de atendimento para troca ou ressarcimento dos produtos afetados.

A divulgação da decisão foi marcada por ajustes nas informações publicadas pela própria Anvisa. Inicialmente, a agência informou a liberação parcial dos produtos, mas posteriormente corrigiu o comunicado para afirmar que apenas a fábrica poderia retomar as atividades. Horas depois, uma nova atualização restabeleceu a autorização para os produtos fabricados a partir de abril, definindo a separação dos lotes conforme a data de produção.

A crise envolvendo a fabricante começou em maio, quando a Anvisa suspendeu mais de 100 lotes de produtos da marca após inspeções apontarem irregularidades em etapas consideradas críticas da produção. As fiscalizações identificaram riscos de contaminação microbiológica, levando à adoção das medidas preventivas.

O caso ganhou repercussão após investigações relacionadas à presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em determinados produtos da empresa. Desde então, a fabricante afirma estar colaborando com as autoridades sanitárias e informou ter implementado centenas de ações corretivas para adequação dos processos industriais.

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