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Dores de cabeça frequentes podem indicar problemas de saúde, alerta neurologista da Unimed Teresina

A dor de cabeça faz parte da rotina de muitas pessoas e, na maioria das vezes, acaba sendo tratada apenas como um desconforto passageiro. No entanto, especialistas alertam que crises frequentes, intensas ou persistentes podem indicar problemas de saúde que precisam de acompanhamento médico adequado.

No mês em que é celebrado o Dia Nacional de Combate à Cefaleia, lembrado em 19 de maio, médicos reforçam a importância da conscientização sobre os diferentes tipos de dores de cabeça e os impactos que elas podem causar na qualidade de vida.

Segundo o neurologista Franciluz Morais Bispo, da Unimed Teresina, a enxaqueca está entre as doenças neurológicas mais incapacitantes e não deve ser confundida com uma simples dor de cabeça ocasional. O especialista explica que muitos pacientes convivem durante anos com crises recorrentes sem procurar ajuda médica.

“A enxaqueca é uma doença neurológica e não apenas um sintoma isolado. Quanto mais cedo o diagnóstico é realizado, maiores são as chances de controle e melhora da qualidade de vida”, destacou o médico.

Além da dor, a enxaqueca pode provocar sintomas como sensibilidade à luz e aos sons, náuseas e dificuldade para realizar atividades do dia a dia. O neurologista ressalta ainda que a cefaleia pode ter diversas causas, incluindo alterações hormonais, estresse, problemas visuais, hipertensão e hábitos inadequados de sono e alimentação.

De acordo com o especialista, as mulheres estão entre as mais afetadas pela enxaqueca devido à influência hormonal. Adolescência, período menstrual, gestação e menopausa são fases que podem provocar alterações na frequência das crises.

Outro ponto de atenção é a automedicação. O uso excessivo de analgésicos sem orientação médica pode contribuir para a piora do quadro e aumentar a frequência das dores.

“O paciente muitas vezes entra em um ciclo de uso contínuo de medicamentos, o que pode provocar o retorno da dor de forma ainda mais intensa”, alertou o neurologista.

Especialistas também destacam que hábitos saudáveis podem ajudar no controle da doença. Sono regular, prática de atividades físicas, hidratação adequada, alimentação equilibrada e redução do estresse estão entre as medidas recomendadas para prevenir as crises.

Nos últimos anos, avanços científicos ampliaram as opções de tratamento para pacientes com enxaqueca, incluindo terapias específicas voltadas para a redução da frequência das crises e melhora da qualidade de vida.

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