EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta semana a decisão de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. A medida foi divulgada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e deve entrar em vigor oficialmente nos próximos dias.
Segundo o governo americano, as duas facções brasileiras representam ameaça à segurança regional por conta da atuação no tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, ataques armados e expansão criminosa em países da América Latina. O enquadramento coloca PCC e CV na mesma lista de grupos considerados terroristas pelos EUA.
A decisão também permite que autoridades norte-americanas ampliem sanções financeiras, bloqueiem bens ligados às organizações e reforcem ações de cooperação internacional contra integrantes e empresas suspeitas de ligação com as facções. Especialistas apontam que a medida pode afetar movimentações financeiras internacionais e endurecer investigações sobre redes criminosas ligadas ao narcotráfico.
O anúncio gerou repercussão política no Brasil. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram a decisão americana, enquanto integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstraram preocupação com possíveis impactos diplomáticos e questionaram a classificação das facções como grupos terroristas.
Integrantes do governo brasileiro defendem cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas avaliam que o enquadramento pode abrir espaço para pressões externas e até debates sobre interferência internacional em questões de segurança pública no país.
As facções PCC e CV surgiram dentro do sistema prisional brasileiro e, ao longo das últimas décadas, ampliaram influência em diversos estados do país, além de estabelecer conexões com organizações criminosas no exterior. Atualmente, são consideradas duas das maiores organizações criminosas da América do Sul.

