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Prefeito anuncia multa de R$ 5 mil e suspensão de CNH para motoristas que aderirem a paralisações em Teresina

O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes, anunciou nesta segunda-feira (18) uma série de medidas contra motoristas de ônibus que interromperem viagens e realizarem bloqueios em vias públicas durante paralisações do transporte coletivo na capital.

Entre as sanções anunciadas estão multas de R$ 5 mil por veículo, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por até 12 meses em casos de fila dupla, além da apreensão dos ônibus, que só serão liberados após o pagamento das penalidades e regularização da documentação.

A declaração foi dada durante entrevista no Palácio da Cidade, após a paralisação promovida pelos rodoviários no Centro de Teresina. O movimento ocorreu em caráter de advertência, com suspensão parcial das atividades das 6h às 8h e das 16h às 18h, horários considerados de maior fluxo no transporte público.

A categoria reivindica reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho.

Durante o pronunciamento, o prefeito criticou a forma como o protesto foi realizado e afirmou que a gestão municipal não permitirá bloqueios ou interrupções que prejudiquem a circulação e os usuários do transporte coletivo.

Segundo ele, a Prefeitura já acionou o Judiciário para impedir interdições de vias públicas e evitar a repetição de atos semelhantes.

O gestor classificou a prática como irregular e destacou que os ônibus não poderão ser utilizados como instrumento de pressão durante negociações entre trabalhadores e empresários do setor.

A administração municipal informou ainda que comunicou oficialmente a paralisação a órgãos como o Tribunal de Justiça do Piauí, Ministério Público, Polícia Militar, Secretaria de Segurança Pública, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários (Sintetro) e ao Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut).

Como medida para reduzir os impactos à população, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) segue realizando o cadastramento de veículos alternativos para reforçar o atendimento durante eventuais interrupções.

O prefeito também afirmou que os subsídios destinados ao sistema convencional poderão ser redirecionados para operadores alternativos que estiverem prestando serviço à população durante a paralisação.

A crise no transporte coletivo da capital tem sido marcada por impasses entre trabalhadores, empresários e poder público, enquanto usuários enfrentam incertezas e dificuldades de deslocamento.

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