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PF investiga desvio de recursos da educação e afasta assessor durante operação em Vila Nova do Piauí

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14), a Operação Gênesis para investigar um suposto esquema de fraude em licitações, peculato, desvio de recursos públicos federais e lavagem de dinheiro envolvendo verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação no município de Vila Nova do Piauí.

A investigação apura suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos destinados à educação e à administração municipal, com indícios de contratação de empresas sem capacidade operacional para executar os serviços previstos nos contratos firmados com o poder público.

Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. Além disso, um assessor contábil vinculado ao gabinete do prefeito foi afastado das funções por determinação judicial.

A decisão foi expedida pela 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí, que também autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados. A medida busca rastrear movimentações financeiras consideradas suspeitas, identificar possíveis beneficiários do suposto esquema e reunir novos elementos para o andamento do inquérito.

Segundo a Polícia Federal, as apurações apontam indícios da utilização de empresas de fachada e de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para desviar recursos públicos federais oriundos do FUNDEB.

Em nota, a corporação informou que as investigações identificaram movimentações financeiras atípicas e contratos firmados com empresas sem estrutura compatível com os serviços contratados pela administração municipal.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam veículos, equipamentos eletrônicos, documentos e quantias em dinheiro em espécie, materiais que passarão por análise pericial.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, cujas penas podem ser agravadas conforme o avanço das investigações e a comprovação da participação de cada envolvido.

A Operação Gênesis segue em andamento e novas diligências não estão descartadas.

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