Lula deve insistir em nova indicação ao STF após rejeição de Jorge Messias, diz Wellington Dias
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve fazer uma nova indicação para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado. A declaração foi dada em entrevista ao SBT News nesta segunda-feira (11) e contraria avaliações de bastidores que apontavam para a possibilidade de o governo deixar a vaga aberta até o fim do mandato.
Segundo Wellington Dias, Lula não pretende abrir mão da prerrogativa constitucional de indicar um novo nome para a Corte e já trabalha para viabilizar uma nova tentativa. “Tem uma cadeira não ocupada na maior Corte do país, ele deve e fará isso. Ele escolheu o melhor, o Congresso rejeitou. Agora, ele vai escolher alguém entre os melhores para indicar de novo, ele não abre mão”, declarou o ministro.
A indicação de Jorge Messias enfrentou forte resistência no Senado, especialmente por articulação atribuída ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, apontado como principal responsável pela derrota do nome escolhido pelo Palácio do Planalto durante a sabatina.
Após o resultado, Messias fez uma referência indireta ao senador ao comentar a rejeição. “Sabemos quem fez isso”, afirmou o advogado-geral da União.
A atuação de Alcolumbre também é mencionada em ação apresentada pela Associação Civitas para Cidadania e Cultura ao STF, que pede a anulação da votação. O processo está sob relatoria do ministro Luiz Fux. Antes mesmo da divulgação oficial do placar, microfones do Senado registraram Alcolumbre antecipando o resultado. “Vai perder por oito”, disse o senador segundos antes da confirmação.
De acordo com Wellington Dias, Lula já iniciou conversas com Alcolumbre para tentar viabilizar uma nova sabatina ainda durante o atual mandato presidencial. Apesar disso, entre senadores predomina a avaliação de que a vaga poderá permanecer aberta até o fim de 2026.
“Olha que maluquice dizer que só quem vai indicar é o próximo. Por que o país vai ter que esperar uma nova eleição e posse para ter nova escolha? A construção do governo com outros Poderes parte da harmonia, não é da guerra”, completou o ministro.

