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Donald Trump afirma que ameaça militar fez Irã recuar de execuções públicas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (20) que sua ameaça de bombardeio teria levado o regime do Irã a desistir de executar manifestantes detidos durante os protestos contra o governo no início do ano.

Segundo Trump, autoridades iranianas planejavam enforcar centenas de pessoas — ele mencionou números superiores a 800 — inclusive com execuções públicas. O presidente afirmou que avisou Teerã de que qualquer execução resultaria em resposta imediata dos Estados Unidos. De acordo com ele, após o alerta, o governo iraniano teria recuado.

As declarações foram dadas durante uma coletiva de imprensa na qual o republicano também comentou decisões recentes da Suprema Corte dos EUA e voltou a pressionar o Irã nas negociações sobre o programa nuclear do país. “É melhor que eles fechem um acordo justo”, disse.

Trump ainda afirmou, sem citar fontes, que dezenas de milhares de pessoas teriam morrido durante os protestos ocorridos entre dezembro e janeiro. Organizações internacionais, porém, não confirmam esse número.

Negociações sob tensão

As falas ocorrem em meio à retomada das negociações entre Washington e Teerã para limitar o programa nuclear iraniano. As conversas vêm sendo mediadas por Omã e tiveram nova rodada em Genebra nesta semana. A Casa Branca informou que houve “pequenos avanços” diplomáticos.

Na véspera, Trump já havia advertido que o Irã tem um prazo curto para chegar a um “acordo significativo”, sob risco de enfrentar consequências mais duras. Ele afirmou estar considerando uma ação militar, embora ainda não tenha tomado decisão final.

Planejamento militar e reforço na região

De acordo com reportagens da imprensa americana, como The New York Times, CNN e CBS, os Estados Unidos ampliaram a presença militar no Oriente Médio e avaliam diferentes cenários de ataque, que poderiam incluir alvos estratégicos e integrantes da liderança iraniana.

Entre os navios destacados para a região está o porta-aviões USS Abraham Lincoln, além de destroieres equipados com mísseis de cruzeiro. O USS Gerald R. Ford também se aproxima da área, em um movimento incomum que coloca dois porta-aviões americanos no Oriente Médio simultaneamente.

O Pentágono também iniciou a retirada preventiva de parte de seu pessoal da região, diante do risco de retaliação iraniana.

Pressão interna e exercícios militares

Internamente, o regime iraniano enfrenta desgaste após a repressão violenta aos protestos e após ataques realizados em 2025 contra instalações nucleares e militares. Em resposta à escalada de tensão, Teerã realizou exercícios militares conjuntos com a Rússia no Golfo de Omã e no Oceano Índico, além de manobras com munição real no Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

O governo iraniano afirma que qualquer ofensiva americana poderá desencadear um conflito regional de grandes proporções. Já Trump sustenta que a pressão militar é necessária para forçar um novo acordo nuclear e conter as ações do regime dos aiatolás.

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