Brasil mantém uma das piores posições no índice de corrupção da Transparência Internacional e cenário de impunidade preocupa
O Brasil voltou a registrar desempenho negativo no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, divulgado pela Transparência Internacional. O país repetiu uma das piores posições de sua série histórica, com 35 pontos em uma escala de 0 a 100 — quanto menor a nota, maior a percepção de corrupção no setor público.
Com esse resultado, o Brasil permaneceu na 107ª colocação entre 182 países e territórios avaliados, mantendo um cenário considerado de estagnação pela organização.
Apesar de ter subido um ponto em relação ao ano anterior, a variação foi classificada como estatisticamente irrelevante, indicando que não houve avanço concreto na percepção sobre o combate à corrupção.
Histórico e médias internacionais
O relatório mostra que o Brasil segue há cerca de uma década abaixo da média global e também abaixo da média das Américas, ambas em torno de 42 pontos.
Na série histórica iniciada em 2012, o país teve melhor desempenho no início da década, chegando a 43 pontos, enquanto os piores resultados ocorreram nos últimos anos, com notas próximas de 34 e 35.
Avaliação institucional
A Transparência Internacional aponta que o resultado reflete dificuldades estruturais persistentes, citando casos de macrocorrupção, fragilidade nos mecanismos de prevenção e a percepção de impunidade em diferentes esferas do poder público.
A organização também avalia que medidas adotadas pelos Três Poderes não foram suficientes para reverter o quadro, contribuindo para a manutenção do país entre os mais mal colocados no ranking.
Ranking mundial
Entre os países com melhor desempenho em 2025 estão Dinamarca, Finlândia e Cingapura, enquanto as piores colocações ficaram com nações como Somália, Sudão do Sul e Venezuela.
Países próximos ao Brasil na pontuação incluem Sri Lanka, Argentina e Ucrânia, além de outras nações com desempenho semelhante no levantamento.
O IPC é elaborado com base em indicadores independentes que avaliam a percepção de especialistas e executivos sobre corrupção e mecanismos de integridade no serviço público.

