Especialistas chamam atenção para exageros em listas que relacionam frutas à prevenção de doenças
Uma lista que vem circulando nas redes sociais e em aplicativos de mensagens tem associado o consumo de determinadas frutas a benefícios específicos para a saúde, como prevenção do câncer, proteção do coração, desintoxicação do organismo e fortalecimento do sistema imunológico. Apesar da popularidade do conteúdo, a divulgação tem levantado alertas entre nutricionistas e profissionais da área da saúde.
Segundo a lista, frutas como graviola, limão, maçã, abacaxi, mirtilo, banana, uva e abacate estariam diretamente ligadas à prevenção ou ao controle de doenças como câncer, problemas cardiovasculares, colesterol elevado, estresse e hipertensão, além de promessas de emagrecimento e “limpeza” do organismo.
Especialistas explicam que as frutas são, de fato, importantes fontes de vitaminas, minerais, fibras e compostos antioxidantes, desempenhando papel relevante na manutenção da saúde e na redução do risco de diversas enfermidades. No entanto, eles ressaltam que não há evidências científicas de que uma fruta isolada seja capaz de prevenir ou curar doenças.
No caso da graviola, por exemplo, existem estudos laboratoriais que analisam substâncias com potencial antioxidante, mas não há comprovação suficiente de efeitos preventivos ou terapêuticos contra o câncer em seres humanos. O mesmo vale para afirmações sobre desintoxicação, já que essa função é realizada principalmente pelo fígado e pelos rins.
Nutricionistas destacam ainda que benefícios como controle do colesterol, da pressão arterial e da glicemia estão relacionados a um conjunto de fatores, incluindo alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e hábitos de vida saudáveis. Frutas como maçã, uva, banana, laranja e kiwi contribuem para esse equilíbrio, mas não substituem acompanhamento médico nem tratamentos específicos.
A orientação dos profissionais é manter uma alimentação variada e regular, com consumo diversificado de frutas, respeitando as necessidades individuais e evitando a crença em soluções milagrosas. “Os alimentos auxiliam na saúde, mas não atuam de forma isolada”, reforçam os especialistas.

