Levantamento aponta R$ 1,7 bilhão em emendas para ONGs sem sede nem funcionários
Um levantamento do jornal O Globo revelou que deputados federais destinaram cerca de R$ 1,7 bilhão em emendas parlamentares no ano de 2025 para organizações não governamentais que, segundo a reportagem, não teriam sede física nem quadro de funcionários registrados.
De acordo com a apuração, essas entidades teriam atuado como intermediárias na execução de projetos, mas sem estrutura própria para realizar as ações previstas nos convênios ou contratos. O caso tem sido tema de debate no Congresso Nacional e entre especialistas em gestão pública.
A reportagem afirma que algumas dessas organizações foram criadas com CNPJ ativo, mas sem endereço formalizado, levantando questionamentos sobre a capacidade técnica e operacional para aplicar os recursos recebidos e entregar resultados concretos.
Parlamentares favoráveis ao modelo defendem que as emendas são uma forma legítima de levar recursos a áreas e populações com pouca capacidade de investimento. Já críticos do uso dos recursos questionam a falta de transparência e de critérios mais rigorosos para a liberação de valores tão expressivos.
O caso gerou discussões no plenário e entre comissões da Câmara dos Deputados e do Senado, que debatem propostas para aprimorar os mecanismos de controle e fiscalização de emendas, com foco em garantir que os recursos sejam aplicados de forma efetiva e com resultados mensuráveis.
Autoridades e representantes das ONGs envolvidas têm prazo para prestar esclarecimentos às comissões de fiscalização e ao Tribunal de Contas da União (TCU), que acompanha a execução orçamentária federal.

