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Polícia Federal rebate críticas, explica atraso em operação e afirma ser inviável envio integral de provas ao STF

A Polícia Federal encaminhou esclarecimentos ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negando qualquer omissão no cumprimento de determinações judiciais e justificando o prazo adotado para a execução de mandados autorizados no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero.

De acordo com a corporação, a ordem judicial foi recebida na segunda-feira (12), mas só pôde ser executada dois dias depois devido à realização simultânea de outra grande ação policial. Na terça-feira (13), equipes e recursos da PF já estavam totalmente mobilizados na Operação Overclean, o que teria tornado inviável a deflagração imediata da nova diligência. A execução, portanto, ocorreu na quarta-feira (14).

A manifestação da Polícia Federal ocorreu após o ministro solicitar explicações diante de questionamentos sobre uma suposta demora ou “inação” no cumprimento dos mandados, que tiveram como alvo pessoas ligadas ao presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro.

No mesmo documento, a PF também esclareceu que não é tecnicamente viável encaminhar todo o material apreendido para a sede do Supremo Tribunal Federal. Segundo a corporação, há limitações logísticas e operacionais, além da necessidade de análise imediata de parte das provas, especialmente dispositivos eletrônicos como celulares e mídias digitais. A polícia argumenta que a remoção integral desses itens poderia prejudicar o andamento das investigações e comprometer a preservação de dados sensíveis.

Internamente, investigadores avaliam que a retirada do sigilo da resposta enviada ao STF poderia contribuir para esclarecer os fatos e afastar interpretações de descumprimento deliberado da decisão judicial. A expectativa é de que a publicidade do documento ajude a demonstrar que não houve resistência, mas sim limitações operacionais pontuais.

O pedido de esclarecimentos foi feito após o ministro Dias Toffoli manifestar preocupação com a efetividade das medidas autorizadas e com o ritmo de execução das diligências, levantando questionamentos que a Polícia Federal afirma não condizerem com a condução real da operação.

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