Críticas levantam questionamentos sobre passagem de Lewandowski por conselho de Banco Master
Declarações recentes feitas por um comentarista político nas redes sociais reacenderam debates sobre a passagem do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski pelo Conselho Administrativo do Banco Master, após sua aposentadoria da Corte.
Segundo o relato, Lewandowski teria ingressado no conselho da instituição cerca de um mês depois de deixar o STF, em 2023, permanecendo no cargo até 2024. A participação teria sido encerrada após o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que assumisse o Ministério da Justiça, convite que foi aceito.
Ainda de acordo com as críticas, após a saída de Lewandowski do conselho, a vaga teria sido ocupada inicialmente por Henrique Lewandowski, filho do ex-ministro. Posteriormente, Henrique também teria deixado o posto, dando lugar a um escritório de advocacia ligado à esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.
As declarações apontam para uma suposta concentração de nomes ligados ao meio jurídico e político em posições estratégicas dentro da instituição financeira, o que motivou questionamentos sobre relações institucionais e possíveis conflitos de interesse. Até o momento, não houve manifestação pública de Lewandowski, do Banco Master ou das demais partes citadas sobre as alegações.
O tema ganhou ainda mais repercussão após o vice-presidente Geraldo Alckmin fazer elogios públicos a Lewandowski em agenda recente, o que, para críticos, reforçou o debate sobre a proximidade entre figuras do Judiciário, do Executivo e do setor privado.

