Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para que aliados entreguem alimentação diretamente na PF
A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para autorizar que três pessoas de confiança façam a entrega de alimentos diretamente na Superintendência da Polícia Federal.
O pedido foi apresentado dentro da ação penal em que Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado, associação criminosa e outros crimes ligados às investidas para reverter o resultado das eleições de 2022.
Quem são os indicados para realizar as entregas
A defesa solicita autorização para que a entrega dos alimentos seja feita por:
- Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro;
- Marcus Ibiapina, ex-assessor da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência no governo Bolsonaro e já sugerido anteriormente como visitante na prisão domiciliar;
- Kelso Colnago dos Santos, militar da reserva que atuou como PTTC no Gabinete da Vice-Presidência da República.
Decisão recente de Moraes
O pedido ocorre após o ministro Alexandre de Moraes autorizar Bolsonaro a receber “alimentação especial” na carceragem. Segundo a decisão:
- A entrega deve ser feita por uma pessoa previamente cadastrada;
- O horário será definido pela Polícia Federal;
- A PF deverá fiscalizar e registrar tudo o que for entregue.
Além disso, Moraes determinou que haja atendimento médico disponível 24 horas para o ex-presidente, dispensando nova autorização judicial. O ministro ordenou ainda que uma equipe médica permaneça de prontidão.
Crise de soluço e atendimento médico
Na quarta-feira (26), Bolsonaro apresentou uma crise de soluço e precisou de atendimento dentro da própria carceragem.
Segundo relatos do vereador Carlos Bolsonaro, a equipe médica foi acionada devido à recorrência dos episódios. A PF consultou o médico Leandro Echenique, que orientou o tratamento por telefone. O quadro foi estabilizado após medicação.
Contexto da prisão
Bolsonaro foi preso no último sábado (22) após violar regras da prisão domiciliar ao tentar romper a tornozeleira eletrônica. Também pesou contra ele o fato de aliados terem convocado uma vigília em frente ao condomínio onde morava, o que Moraes interpretou como tentativa de tumultuar a fiscalização e facilitar possível fuga.
Dias depois, o ministro determinou o início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses, fixada pela Primeira Turma do STF.

