Aldo Rebelo critica atuação de ONGs na Amazônia e restrições a atividades econômicas
O ex-ministro Aldo Rebelo voltou a criticar a presença de organizações não governamentais (ONGs) na região amazônica e as políticas ambientais que, segundo ele, impedem o desenvolvimento econômico e condenam a população local à dependência de programas sociais. As declarações foram feitas durante uma entrevista em vídeo que circula nas redes sociais.
Rebelo citou o município de Uiramutã, em Roraima, que possui a maior população indígena do país e apresenta um dos índices mais altos de analfabetismo. Para ele, o cenário evidencia que as ONGs que atuam na região não estariam garantindo melhorias reais às comunidades. “Eles estão lá passando fome, subnutridos, sem água, sem luz elétrica, sem escola. Essas ONGs não protegem nada”, afirmou.
O ex-ministro também destacou que cerca de 600 mil jovens da Amazônia frequentam universidades ou institutos técnicos, mas muitos deles não sabem onde poderão trabalhar após a formação, devido à falta de atividades econômicas. Rebelo questionou a lógica de formar profissionais em áreas como engenharia, biologia ou pedagogia sem haver oportunidades concretas de emprego. “Você acha que uma mãe e um pai formam um filho para viver de Bolsa Família? Isso não é vida para ninguém”, disse.
Aldo Rebelo criticou ainda as restrições ambientais impostas a obras de infraestrutura e ao setor produtivo na região, mencionando a dificuldade de implantação de rodovias, ferrovias, hidrovias, usinas e indústrias, além das limitações à agricultura e à pecuária em áreas protegidas. Ele afirmou que até pequenos criadores enfrentam ações rigorosas de fiscalização. Segundo o ex-ministro, em reservas extrativistas, como a Chico Mendes, no Acre, famílias têm animais confiscados e casas destruídas. “Quando a polícia prende um traficante, não queima a casa dele. Na Amazônia, queimam a casa e confiscam os bens”, criticou.
As declarações reforçam a posição histórica de Rebelo, que defende maior flexibilidade nas políticas ambientais e incentivos ao desenvolvimento econômico como forma de garantir dignidade e autonomia à população amazônica.

