Dívida do Piauí sobe mais de 30% no segundo quadrimestre de 2025
O endividamento do Piauí registrou crescimento expressivo no segundo quadrimestre de 2025, passando de R$ 8,37 bilhões em 2024 para R$ 10,93 bilhões, um aumento de 30,6%. O dado foi apresentado em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) pela Secretaria da Fazenda (Sefaz).
O balanço financeiro foi discutido pela Comissão de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação, com a presença do secretário da Fazenda, Emílio Júnior, do presidente da comissão, deputado Franzé Silva (PT), e técnicos da área econômica. Segundo o relatório, a Dívida Consolidada Líquida (DCL) passou de 50,76% para 61% da Receita Corrente Líquida (RCL).
O deputado Franzé Silva manifestou preocupação com a proximidade do limite de 11,5% para o serviço da dívida estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Já registramos 11%, em um quadrimestre complicado, com juros em alta e queda nas transferências de receitas”, alertou. Ele acrescentou que aguarda projeções para o último quadrimestre para verificar se o Estado conseguirá manter o limite legal.
Em resposta, o secretário Emílio Júnior afirmou que, apesar do aumento da dívida, o Piauí mantém equilíbrio fiscal e cumpre as metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Ele destacou que a administração revisou programas e despesas, adiando parte das iniciativas para 2026, a fim de garantir o fechamento do ano dentro do planejamento financeiro.
Os dados também indicam que o Estado mantém os índices constitucionais: 24,75% das receitas foram aplicadas em educação e 14,34% em saúde, acima do mínimo exigido. As despesas com pessoal ficaram em 38,77% da RCL, abaixo do limite de 49% estabelecido pela LRF. Os demais poderes — Legislativo, Judiciário e Ministério Público — seguem dentro dos parâmetros legais.

